Category Archive: Escrita

Inspirações – Fantasia

Algumas vezes nos perdemos na história, sem saber como descrever uma cena, um personagem ou criatura.

Que tal inspirar-se nessas lindas imagens coletadas no Deviantart? Pode ser que alguma ilumine ainda mais a sua escrita!

Bom passeio!

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Professores limitantes, escritores limitados?

Ilustração: arsenixc

Por Marina Avila

Em uma das minhas primeiras aulas de Português do Ensino Médio, eu tive uma professora limitante. Digo isto porque não existem regras contos ou romances, apenas dicas. Podem, sim, haver as melhores maneiras de se dar o pontapé inicial em um livro, mas entenda: não existem maneiras erradas.

Uma destas não-regras é como se deve começar uma história.

Eu começara meu conto, requerido pela professora em aula, com um conflito. Algo parecido com:

“ — Não ouse sair de casa!”

Eu recebi uma nota muitíssimo baixa com as palavras em vermelho: “uma história não deve ser começada deste jeito”. Pelo visto, nem com diálogos, nem com conflito, nem antes de explicar quem-é-quem.

Era um bom conto, uma ficção científica com pouquíssimos erros de ortografia. Provavelmente não era ótimo, mas era bom. Tinha um início conflituoso, um meio ainda mais conflituoso e um plot-twist no final.

De quebra ainda criei meus personagens no The Sims, fiz quadrinhos ilustrados com eles, imprimi e colei nas páginas.

Mesmo assim, a nota foi baixa, e a única coisa que incomodava minha mestra era que uma boa história possui regras.

Mais tarde, vim a perceber que minha professora não possuía o QI literário de um Neil Gaiman ou Stephen King porque, de acordo com ela, uma história deve ser começada desta maneira:

“Jorge tinha 16 anos, cabelos castanhos, 1,78m e gostava de sair de casa. Morava em Florianópolis com a mãe e dois gatos pretos.”

Perguntei-me então, há pouco tempo, quantos de nós tivemos professores que, em vez de perceber que seus alunos possuíam algum dom literário, os castigaram com notas baixas por seus contos e dissertações não serem padronizados conforme o que eles acreditavam.

Quantos cortes de caneta vermelha riscaram passagens geniais, que apenas precisavam ser trabalhadas mais tempo? Ou erros ortográficos que pouco importavam em uma dissertação profunda e inteligente?

Demorei até me acostumar novamente a iniciar ficções com conflitos, que hoje em dia é uma dica dos maiores mestres da literatura. Os padrões limitantes de minha professora rondaram e talharam minha criatividade durante bastante tempo.

Entendo e concordo com muitos padrões de literatura como bons conflitos, personagens profundos e finais que consigam a resolução da maior parte dos problemas apresentados, mas nunca se deixe levar por regras. Não existem regras. Tente, inove! Se der errado, tente de outro jeito! O sucesso está além dos padrões. Bons escritores escrevem perfeitamente conforme regras, mas os ótimos escrevem com seus coraçõezinhos. Faça o livro que você gostaria de ler, sem medo de errar.

E sim, pode começar com um conflito ;D

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Melhores Diálogos: entenda os 3 tipos de discursos

Via: Folhetim Online

Por mais que seja divertido brincar com os diálogos dos personagens, é de extrema importância que o escritor conheça os três tipos de discursos para conseguir elaborar bons diálogos.

Com tudo devidamente explicado, vamos seguir com as dicas do Folhetim.

Hoje, vou introduzir o conceito de discursos que, segundo o Dicionário Houaiss quer dizer: “enunciado oral ou escrito em que se supõe um locutor e um interlocutor“. Assim, temos, então, o Discurso Direto, Indireto e o Indireto Livre, técnicas narrativas extremamente utilizadas em textos literários.

Tenha em mente que o correto uso dos discursos pode influenciar na fluência da história e, consequentemente, no sucesso com os leitores. Portanto, não deixe de conferir como cada discurso é produzido e quais as melhores formas de utilizá-lo para ter um texto mais interessante.

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Discursos: o Direto; o Indireto e o Indireto Livre

 

1. Discurso Direto

O discurso direto é o mais conhecido. Com ele, o narrador interrompe a narrativa com as falas do personagem, permitindo que ele possa “conversar” diretamente com o leitor, isto é, o narrador entrega a palavra ao próprio personagem.

Sua estrutura é muito simples, as falas são introduzidas por um verbo declarativo, dois pontos e, na outra linha, travessão.

O interessante, neste discurso, é que o escritor permite que o personagem tome vida através de suas próprias palavras. Ou seja, através do discurso direto, podemos estabelecer um vínculo direto com o personagem de forma integral e literal.

Vamos a um exemplo de Discurso Direto:

Sentado à mesa do bar, Carlos levantou-se e foi até a mesa de Júlia, uma antiga colega de faculdade e, sem muita pretensão, perguntou:

- Júlia?! Não acredito que é você! Nossa, quanto tempo!

 

2. Discurso Indireto

Nesta forma de discurso, o narrador, ao invés de deixar o personagem expressar suas opiniões, toma a fala para si e a reproduz em suas próprias palavras, interferindo na ligação entre o personagem e o leitor.

Muitas vezes, o uso do discurso indireto pode ser utilizado para esconder a personalidade do personagem, pois, como é o narrador que expressa a fala do personagem, a integralidade e literalidade da fala se perde na “tradução” do narrador.

Vale lembrar que no Discurso Indireto, o tempo verbal será sempre no passado e na 3ª pessoa, diferente do discurso direto, onde a fala ocorre naquele exato momento.

Abaixo, deixo um exemplo de Discurso Indireto:

Sentado à mesa do bar, Carlos levantou-se e caminhou até a mesa de Júlia, uma antiga colega de faculdade. Chegando à mesa, como se não a conhecesse, perguntou se ela era a Júlia, aquela antiga amiga, e quando viu que estava certo, espantou-se, afirmando que há muito não se encontravam.

 

3. Discurso Indireto Livre

O Discurso Indireto Livre é o resultado de uma mistura dos dois discursos anteriores, ou seja, uma pitada de discurso direto e indireto para compor as falas dos personagens.

Essa técnica é uma excelente ferramenta para expressar o que os personagens estão imaginando. Quais são seus sonhos, desejos e ações que farão no decorrer da história, permitindo que o leitor entre, verdadeiramente, na cabeça do personagem, podendo se identificar com ele e, porque não, torcer para que ele se dê bem no final da história.

O uso do discurso indireto livre pode ser muito gratificante para a história. Pois, com ele, o personagem acaba recebendo um maior destaque – caso seja necessário. Porém, para que esse discurso seja utilizado, o narrador precisa ser onisciente, isto é, aquele sabe tudo sobre os personagens; seus medos, anseios e desejos. Portanto, vê que essa técnica é muito utilizada para o personagem principal, assim como para outros que necessitam de maior destaque, como, por exemplo, o vilão.

Vejamos um exemplo de Discurso Indireto Livre:

Carlos sempre imaginou que a faculdade havia sido a sua melhor fase, não só pelos amigos, mas pelas festas. Ah, as festas…

As noites em claro que passava conversando com uma, duas, três, ou até quatro calouras era o que mais sentia falta. De fato que muitas conversas eram superficiais; notas, aulas chatas, professores chatos e provas. Enfim, conversas descartáveis, mas que rendiam boas horas de diversão.

Porém, para Carlos, as melhores conversas eram aquelas que varriam a madrugada adentro, parando somente para o café da manhã. Conversas que ele só tinha com Júlia, uma aluna do 2º período, uma linda mulher: morena, alta, incrivelmente sensual e, a melhor parte, inteligente. Ah, que saudade tinha de Júlia e suas conversas. E, sentado, esperando João que havia saído para fumar, Carlos se lembrava dessas longas conversar, imaginando o que teria acontecido com Júlia desde o final da faculdade, e se arrependendo por não ter mantido contato com ela.

Com certa tristeza no olhar, Carlos chamou o garçom e pediu mais uma porção de batata frita, como João havia lhe pedido, antes de sair. Porém, ao virar-se para procurar João, que já estava fora há mais de 15 minutos, Carlos não pode acreditar no que via. Júlia, a aluna do 2º semestre, estava sentada a duas mesas de distância, sozinha e perfeitamente linda. Seus cabelos soltos seguiam o ritmo da brisa que soprava pela janela. E com os olhos fixados naquela visão, certificou-se que era a mesma Júlia e, sussurando, afirmou em voz baixa: É ela!

Como se algo o forçasse a levantar, criou coragem e sem pretensão alguma, dirigiu-se até sua mesa e perguntou:

- Júlia?! Não acredito que é você! Nossa, quanto tempo!

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A Sinopse – por Vanessa Bosso

Putz, quem sou eu para falar de sinopse? Se tem algo ruim em escrever um livro, esse troço chama-se S.I.N.O.P.S.E..

Para criar a tão temida sinopse (a mera menção da palavra me causa calafrios estranhos), uso técnicas que aprendi nos anos e anos de experiência em redação publicitária.

Entendo que a sinopse é o primeiro contato do leitor com a história. Claro que capa e título pesam muito, mas a sinopse é ponto decisivo no momento da compra em 80% dos casos. Eu quase sempre compro pela capa, então, não me tomem por amostragem.

A sinopse não é um resumo do livro, pelo amor dos deuses literários! Na verdade, é um convite a leitura. Precisa ser instigante ao ponto de deixar o leitor maluquinho, surtadão, desesperado para conhecer a sua obra.

É possível fazer isso?

Eu até consegui essa proeza em Senhor do Amanhã. Com relação aos outros títulos, não acho que tenha alcançado o máximo potencial sinopsesco. É difícil pacas se colocar no lugar do leitor quando você é o escritor da obra. Tipo assim, em casa de ferreiro nem espeto tem.

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Ao criar sua sinopse, imagine-se vendendo o seu produto, o seu livro. O que você diria para aguçar a curiosidade do leitor? O que você faria para convencê-lo de que a leitura será mara? Use e abuse da criatividade. Sinceramente? Vale qualquer coisa na hora da sinopse, não tenha medo de inovar.

Outra coisa importante: não escreva muito! Pense que os leitores estão numa grande e barulhenta livraria, a concorrência é desleal e está por todos os lados. Você precisa passar a sua mensagem bem rápido, dois parágrafos curtos seriam o ideal. Use frases de efeito, deixe perguntas no ar… são gatilhos que funcionam em propaganda e, claro, funcionarão também para vender o seu livro.

E se alguém aí tiver mais alguma dica, por favor, divida conosco!

Abraços Literários,

Via Vanessa Bosso

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Dicas sobre credibilidade e profissionalismo

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A agente literária Alessandra Pires dá as algumas dicas para aqueles que desejam publicar um livro. “Antes de entregar uma obra para uma editora, tenha certeza que ela tem ótima qualidade conforme as exigências do mercado. Para isso, o melhor a fazer é uma leitura crítica. Tenha o cuidado de enviar o original às editoras que publicam a mesma temática/gênero de sua obra”.

E Aline Vieira alerta para as armadilhas. “Um livro é algo que tem uma vida longa e pode chegar às mãos das mais diversas pessoas. É importante que haja um compromisso com aquilo que se publica, principalmente no caso do interesse ser a promoção profissional”. Todo cuidado é pouco. Afinal, você não vai querer ser conhecido como um autor sem credibilidade.

Costumo aconselhar as pessoas a começarem com a redação de artigos, que são mais curtos, pontuais e fáceis de redigir.

Uma ótima aliada para os iniciantes é a internet. As maravilhas da tecnologia e do mundo globalizado podem levar a sua obra a qualquer lugar do mundo. Para a web não há fronteiras e ainda pode ser um caminho curto para obtenção de retorno dos leitores. “Costumo aconselhar as pessoas a começarem com a redação de artigos, que são mais curtos, pontuais e fáceis de redigir. Um bom espaço para essa prática é o blog, que pode ser criado – e de graça – por qualquer pessoa. Além de ser um ótimo meio de divulgação do trabalho do autor, o blog permite receber o feedback de quem lê os artigos, o que é fundamental para aperfeiçoar a técnica da escrita e perceber quais são os interesses das pessoas. Só o fato de ter um blog já pode trazer projeção e ótimos retornos para o autor… Então, depois de adquirir certa prática e amadurecer seu estilo pessoal de escrita, ele estará mais preparado para desenvolver um livro”, explica Regina Giannetti.

Iniciantes podem contar com diversos serviços

Os autores iniciantes podem contar uma série de serviços editoriais, oferecidos por empresas de consultoria. Se você está pensando em publicar uma obra, veja alguns pontos que podem deixá-la ainda mais atraente para o seu público:

Copydesk: É a revisão do texto. Deve cuidar da revisão gramatical, corrigindo erros de concordância e digitação.

Diagramação: É a formatação do layout das páginas e da capa. Inclui suas ilustrações e formato e combina arte e cores para que o resultado final agrade ao público.

Homologação: É o registro da obra junto à Fundação Biblioteca Nacional e obtenção do número ISBN.

Ghost writing: É um serviço voltado para pessoas que desejam escrever um livro, mas não têm tempo ou habilidade necessária para tal empreitada. Um escritor contratado (“ghost writer“) pode ajudá-lo a escrever e formatar o texto de um livro.

Fonte: http://www.bolsademulher.com/dinheiro/dicas-para-autores/

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